O Índice de Preços dos Supermercados caiu pelo segundo mês consecutivo, fechando julho com uma inflação de 0,6%. Segundo a Associação Paulista de Supermercados (APAS), o aumento geral de preços no estado de São Paulo foi contrabalanceado por uma deflação em produtos hortifrúti, bebida e limpeza.

No acumulado do ano, o índice está em 4,98%. No mesmo período de 2019, a inflação era de 2,71%. Em 2020, o maracujá segue sendo o produto com maior queda de preço, com deflação de 35,5%, e a cebola com a maior alta, 55,13%.

O que ficou mais barato? O preço do tomate nos supermercados caiu 19% em julho, em parte porque a maturação acelerada da lavoura, sem frio e pragas, aumentou a oferta no mercado. O valor da batata diminuiu cerca de 18,3%. Outros itens, como laranja, cenoura e beterraba também tiveram grandes quedas

Já as bebidas não alcoólicas tiveram deflação de 0,33%, enquanto o preço das alcoólicas – bastante procuradas durante a quarentena – caiu 0,61%. No setor da limpeza, os destaques ficaram para sabão em pó (-2,12%), sabão líquido (-2,07%).

O que ficou mais caro? O preço do leite segue aumentando, com inflação de 4,95% em julho, somando 21,62% no acumulado do ano. Segundo a APAS, a alta nos preços também reflete na indústria de laticínios e derivados, como a muçarela, que teve um acréscimo de 11,6% no prelo, e o queijo prato, com 9%. O aumento pode ser atribuído à redução das pastagens verdes que servem como alimentação das vacas leiteiras.

As carnes bovinas registraram o terceiro aumento seguido em janeiro, 1,15%, porém a forte queda nos preços entre de janeiro e fevereiro compensam o movimento, somando uma inflação de 3,4% no acumulado de 2020. Entre os cortes que tiveram maiores altas estão a alcatra, com 4,8%, a costela bovina, com 4,99%, e fígado, 7,54%.

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