A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia piorou nesta quinta-feira suas projeções oficiais para a inflação neste ano e no próximo, ao mesmo tempo em que manteve sua estimativa para o crescimento da economia nos dois exercícios.

A perspectiva de alta no Produto Interno Bruto (PIB) segue sendo de 5,3% este ano e de 2,5% no ano que vem. Essa estimativa está bem melhor que a do mercado, que já revisou suas projeções de avanço do PIB para menos de 1% em 2022. O Itaú, por exemplo, prevê um modesto avanço de 0,5%.

Para a inflação medida pelo IPCA, a estimativa subiu para 7,9% em 2021, de 5,9% antes, e 3,75% em 2022, contra 3,5% no boletim anterior, publicado em julho.

O centro da meta de inflação é de 3,75% neste ano e 3,5% no próximo, nos dois casos com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos.

Para o INPC acumulado neste ano –que serve de parâmetro para a correção do salário mínimo e de uma série de despesas previdenciárias no orçamento do ano que vem– a conta foi a 8,4%, de 6,20% anteriormente.

O Ministério da Economia já havia divulgado que cada 1 ponto de elevação no INPC implicava aumento de cerca de 8 bilhões de reais nas despesas públicas obrigatórias.

(Por Marcela Ayres)

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