SÃO PAULO (Reuters) – O Ministério da Agricultura do Brasil autorizou, por um período de 60 dias, o armazenamento de produtos bovinos congelados originalmente destinados para embarque à China, segundo nota de 19 de outubro vista pela Reuters.

A medida é destinada a processadores brasileiros de carne bovina que produziram carne para clientes chineses, mas não puderam enviá-la após uma proibição de exportação imposta no dia 4 de setembro.

Assinado por dois funcionários de controle e fiscalização do Ministério da Agricultura, o memorando também determina que empresas com autorização para exportar para a China “deixem de produzir carne bovina destinada ao mercado chinês”.

A proibição de exportação foi implementada depois que o Brasil confirmou dois casos atípicos de doença da vaca louca no mês passado. A decisão seguiu os protocolos comerciais existentes entre os dois países.

O jornal O Globo foi o primeiro a divulgar as disposições do memorando. Segundo a reportagem, o governo decidiu permitir o armazenamento temporário de carne bovina em contêineres refrigerados, porque a China está demorando muito para concordar em retirar a proibição.

O volume de carne bovina exportado pelos brasileiros no acumulado deste mês até a terceira semana está em 45,69 mil toneladas, segundo dados da Secex, menos de um terço do total embarcado em outubro do ano passado, de 162,68 mil toneladas.

O Ministério da Agricultura não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Na terça-feira, o ministério informou que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, está disposta a viajar à China para discutir com autoridades chinesas um possível fim da proibição de exportação.

(Reportagem de Gabriel Araujo e Ana Mano)

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