Por Julie Ingwersen

CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros do milho negociados em Chicago dispararam 4% nesta terça-feira, com notícias de novas exportações norte-americanas à China reacendendo preocupações com as ofertas apertadas do cereal, disseram analistas.

A soja acompanhou o movimento e também subiu, apoiada por temores com o lento início de colheita no Brasil. Já o trigo se firmou por preocupações com a oferta e pela notícia de que a Rússia adotou formalmente um planejado aumento das tarifas de exportação do cereal.

O contrato março do milho fechou em alta de 20,75 centavos de dólar, a 5,3225 dólares por bushel. Operadores miravam a resistência, a 5,4150 dólares, pico registrado em 13 de janeiro e maior nível para um vencimento mais ativo do cereal desde meados de 2013.

A soja para março avançou 26,75 centavos, para 13,7025 dólares o bushel, e o vencimento março do trigo teve ganho de 16,75 centavos, a 6,6525 dólares/bushel.

O milho foi responsável pela maior alta em base percentual, saltando após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) confirmar vendas privadas de 1,36 milhão de toneladas do cereal para a China, maior volume desde julho.

“Essa é a clássica alta guiada pela demanda”, disse Rich Feltes, vice-presidente de pesquisas da R.J. O’Brien, destacando que alguns analistas esperam que as importações de milho pela China em 2020/21 superem os 17,5 milhões de toneladas da atual projeção do USDA.

(Reportagem adicional de Gus Trompiz em Paris, Hallie Gu em Pequim e Gavin Maguire em Cingapura)

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