A ministra da Economia do México, Graciela Márquez, disse nesta sexta-feira (dia 31) que o Brasil é um país “difícil”, com uma economia “muito fechada”.

Qual o contexto das declarações? A ministra explicou que o governo mexicano trabalha para alcançar uma aliança “mais ampla, mais ambiciosa” com o Brasil, a maior economia da América Latina.

O governo brasileiro informou, em setembro passado, que iniciou formalmente negociações de livre comércio com o México, como parte da intenção do presidente Jair Bolsonaro em abrir sua economia.

O que exatamente disse a ministra do México? “Queremos sentar com eles. O Brasil é um país difícil, é o oposto do México. O México é uma economia muito aberta, o Brasil é uma economia muito fechada, mas acho que podemos encontrar complementaridades”, acrescentou.

O que significa dizer que a economia brasileira é fechada? Significa que o Brasil impõe restrições para a entrada de produtos de outros países, conhecidas como barreiras protecionistas, tais como tarifas de importação. As principais reclamações recaem sobre a indústria brasileira, mais do que o agronegócio.

Além disso, existem restrições em outras áreas, como burocracia para a concessão de vistos de trabalho para estrangeiros e a proibição para que empresas estrangeiras participem de licitações públicas.

As críticas da ministra mexicana possuem fundamento? Sim. O próprio governo brasileiro reconhece que a economia brasileira precisa estar mais integrada ao resto do mundo. O Brasil ocupa apenas a 150ª colocação, entre 180 países, no ranking do Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, uma instituição americana de pensamento econômico. O México, por sua vez, está na 66ª posição.

O que emperra o acordo? Uma das questões que o México quer “superar”, segundo Márquez, são as diferenças no setor automotivo, segmento de discórdia entre as duas principais potências latino-americanas.

(Com a Reuters)

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