O consumo das famílias caiu 12,5% no segundo trimestre do ano, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Foi o maior tombo já registrado desde o início da série histórica. O consumo das famílias representa 65% do PIB.

A queda seria ainda maior se não houve o pagamento do auxílio emergencial. “O consumo das famílias não caiu mais porque tivemos programas de apoio financeiro do governo. Isso injetou liquidez na economia. Também houve um crescimento do crédito voltado às pessoas físicas, que compensou um pouco os efeitos negativos”, disse Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

Auxílio emergencial – O governo Jair Bolsonaro anunciou hoje a prorrogação do auxílio. Serão mais quatro parcelas de R$ 300. Previsto inicialmente para durar três meses, com parcelas de R$ 600, o auxílio, já tinha sido estendido em dois meses.

Consumo do governo – Não foi só o consumo das famílias que caiu. O consumo do governo recuou 8,8% no segundo trimestre, puxado pelas quedas em saúde e educação públicas, explica a coordenadora do IBGE.

“Na saúde, os gastos ficaram mais focados no combate à Covid-19, e as pessoas tiveram receio de buscar outros serviços, como consultas e exames, durante a pandemia. Na educação, utilizamos nas contas o percentual do Ministério da Educação de alunos que tiveram aulas ou não. Isso fez com o que o consumo do governo caísse bastante também”, detalhou Rebeca.

Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) caíram 15,4%, por conta da queda na construção e na produção interna de bens de capital. Somente importação de bens de capital cresceu no período.

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