A inflação (cada vez mais) alta deve levar a uma aceleração na alta da taxa básica de juros da economia. Segundo previsões publicadas no Boletim Focus — pesquisa semanal do Banco Central com os principais agentes financeiros do mercado — a Selic deve chegar a 6,5% ao ano ainda em 2021. A previsão anterior projetava que esse percentual seria atingido apenas no ano que vem.

Em profundidade: A projeção de teto para os juros não mudou. O Focus manteve a previsão já feita há algumas semanas de Selic a 6,5% tanto para 2022 quanto para 2023. O que mudou nesta semana foi a projeção para este ano. Segundo a avaliação do mercado, o Banco Central terá de subir mais intensamente os juros ainda em 2021 para tentar bater a meta de inflação — 3,75% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Os dados de hoje reforçam a percepção de que o BC pode elevar a Selic em 1 ponto percentual na próxima reunião — nos encontros passados, a alta foi de 0,75 ponto percentual.

Ententa do contexto: Os juros são um dos principais instrumentos do Banco Central para segurar a inflação. Além de inibir o consumo, ele exerce um efeito psicológico, e ajuda a sinalizar para o mercado de que o BC está atento e disposto a não permitir a disparada dos preços. Atualmente a Selic está em 4,25%.

O que isso muda na minha vida? A alta nos juros deixa os empréstimos mais caros e desestimula o consumo. Para quem investe em renda fixa (CDB, por exemplo), aumenta o rendimento dos títulos pós-fixados.

Outras previsões do Focus para o ano:

  • Dólar deve fechar o ano a R$ 5,10
  • Inflação pelo IPCA a 5,90%
  • PIB cresce 5%
  • IGP-M avança 19,09%
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