Economistas do mercado financeiro elevaram suas projeções para a inflação e para a taxa básica de juros em 2022 e reduziram mais uma vez as expectativas para o crescimento da economia brasileira de 0,93% para 0,70 no próximo ano, de acordo com o boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (22).

A previsão para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano saltou de 9,77% para 10,22%. Pela primeira vez,  de acordo com o Focus, a projeção da inflação oficial ficou superior a dois dígitos neste ano, bem acima da meta de 3,75% para 2021 (com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos).

Já para 2022, os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação de 4,79% para 4,96%, também acima da meta de 3,5% (com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos).

Para André Perfeito, economista-chefe da Necton, o relatório “atinge limites perigosos”. “De um lado temos o IPCA para 2021 já acima dos dois dígitos, mas o mais perigoso é ver o IPCA de 2022 praticamente tocando o teto da meta. O Banco Central não irá permitir o rompimento do teto no ano que vem”, afirma Perfeito.

De acordo com o Focus, a expetativa para taxa Selic foi de 11% para 11,25% em 2022. Para este ano, a previsão está mantida para 9,25%. A Selic está em 7,75% ao ano.

Nos dias 7 e 8 de dezembro, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne para definir uma nova taxa básica de juros.

Alguns dias antes, em 2 de dezembro, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga o PIB do terceiro quadrimestre do ano.

Ainda conforme o boletim divulgado pelo Banco Central nesta segunda, o previsão para o dólar foi mantida em R$ 5,50.

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