Os hábitos de higiene e cuidados pessoais dos brasileiros variaram muito ao longo da pandemia. Em um primeiro momento, quando todo mundo ficou em casa, houve queda no consumo de itens de maquiagem, banho, cuidados com o cabelo, fragrâncias, hidratantes e desodorantes.

Mas a partir de julho, quando muitas pessoas retomaram parte das atividades pré-pandemia, a cesta de consumo mudou, segundo levantamento da Kantar. 

O que mudou? O maior destaque foi o aumento do consumo de produtos de higiene oral. O uso de produtos dessa categoria, como fio dental e enxaguante, cresceu 27%.

O que mais cresceu? Renan Mendes Morais, gerente da Kantar, disse que o brasileiro priorizou muito o consumo de itens básicos, como higiene bucal, banho e hidratação do corpo.

Por outro lado, o uso de produtos de maquiagem e fragrâncias continua em baixa. Hábitos como o de depilação ou fazer a barba também não voltaram para o patamar pré-pandemia. No caso dos homens, que faziam a barba a cada dois dias, esticaram o prazo para a cada três ou quatro dias.

O que interferiu nesses hábitos? São as ocasiões de uso desses produtos. “Se ela fica em casa para trabalhar, não vai usar maquiagem ou fragrâncias. E aí , se não usa maquiagem, não precisa de demaquilante ou lenço de limpeza”, diz Renan.

Veja como ficaram as oportunidades de consumo de produtos de higiene e beleza:

  • Para sair para o trabalho: -40%
  • Antes de socializar: -9%
  • Antes de fazer exercício: +29%
  • Ao chegar em casa: -21%
  • Depois de comer: +27%

O que fazer exercício tem a ver com esse comportamento? A atividade física impulsiona o consumo de sabonete líquido, esfoliante corporal, xampu e pós-xampu.

 

 

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