Apenas 9% das empresas afirmam que gastaram menos com plano de saúde oferecidos a funcionários no ano passado, segundo levantamento da corretora Lockton. Quase 30% das companhias dizem que continuaram com os mesmos gastos do ano anterior e o restante afirma ter gasto mais com o benefício.

A maioria das empresas (62%) registrou aumento nos gastos – veja abaixo distribuição de aumentos:

  • Aumento de até 10%: 29%
  • Aumento entre 10,1% e 15%: 12%
  • Aumento entre 15,01% e 20%: 5%
  • Aumento entre 20,01% e 25%: 2%
  • Aumento superior a 25%: 2%
  • Aumento de custos com percentual não informado: 12%

Situação por tipo de contrato

As empresas que sentiram maior alívio no caixa foram as que adotam o modelo de contrato pós-pago (13% da amostra). Neste caso, a companhia é responsável pelas despesas efetivamente geradas pela população coberta.

36% disseram não ter registrado aumento de preços e 16% que não verificaramredução nas despesas. Isto aconteceu principalmente por causa da pandemia, que adiou a realização de procedimentos eletivos e reduziu a utilização dos serviços de pronto-socorro.

“Os planos pós-pagos, embora seja um universo menor entre os contratantes de planos de saúde coletivos, sentiram menor pressão de custos, uma vez que houve significativa queda de demanda por parte dos usuários, tendência que pode se reverter quando a pandemia passar”, afirma Cesar Lopes, o diretor atuarial da Lockton.

Já entre as empresas que utilizam o modelo pré-pago junto a operadoras de planos de saúde, 28% declararam que não tiveram alteração de valores e 8% informaram redução nas despesas.

Coparticipação em terapias de saúde

O levantamento mostra que a maior parte das empresas cobra coparticipação de 20% a 29% dos funcionários em terapias de saúde.

48% das empresas declararam que já praticam o compartilhamento de custos com os funcionários para as terapias de saúde, índice 4 pontos percentuais maior do que o registrado em 2019.

Como a pesquisa foi feita? A Lockton ouviu 469 empresas de 44 setores, sendo 46% com capital nacional e 54% multinacionais.

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