Os lojistas de shoppings de São Paulo não querem fechar às 20h, como determina as novas regras do plano de combate ao coronavírus do governo do Estado. Pelas determinações, serviços não essenciais fecham às 20h nos dias úteis e ficam fechados aos fins de semana e feriados. As restrições vigoram até o dia 7 de fevereiro. (Saiba o que abre e fecha nas fases vermelha e laranja).

A Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) e outras 30 entidades enviaram uma carta ao governador de São Paulo, Joao Doria, pedindo que seja mantido o horário de funcionamento do comércio e shoppings. No caso desses últimos, o pedido é para continuar operando das 10h às 22h, como acontecia antes.

“Consideramos um grande retrocesso, uma vez que os lojistas e todo o comércio se prepararam para receber os clientes de forma organizada, seguindo 20 protocolos nos shoppings e sabemos que o grande problema do avanço da COVID-19 está nas aglomerações, eventos ilegais e outras realizações que não foram fiscalizadas”, afirma Nabil Sahyoun, presidente da Alshjop.

Segundo a entidade, as novas restrições devem gerar desemprego no setor. São Paulo tem 234 shoppings com 34 mil lojas, que geram 180 mil empregos diretos. “Certamente teremos impacto negativo com menor quantidade de horas abertas e, consequentemente, ainda menos movimento, o que ainda vamos avaliar com nossos associados”, comenta Sahyoun.

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