A Ablos (Associação Brasileira do Lojistas Satélites) criticou a decisão do governo de São Paulo de voltar para a fase vermelha do plano de combate de coronavírus durante as festas de fim de ano. Neste período, somente serviços essenciais poderão funcionar.

“É uma decisão autoritária sem dados que comprovem que o comércio e principalmente os shoppings centers, ou até mesmo bares e restaurantes, são os causadores desta disseminação”, diz Tito Bessa Junior, presidente da Ablos, Associação Brasileira do Lojistas Satélites.

O que aconteceu? O governo de São Paulo colocou o Estado em fase vermelha entre os dias 25, 26 e 27 de dezembro e 1, 2 e 3 de janeiro.

Segundo a Ablos, os comerciantes estão cumprindo a parte deles no que diz respeito aos protocolos de segurança sanitária.

De acordo com a Ablos, o faturamento das lojas satélites está entre 65% e 70% do total registrado no mesmo período no ano passado. A entidade diz ainda que os melhores dias de venda de dezembro vão até o dia 31, pois os brasileiros deixam as compras para a última hora.

“ […] Acreditamos que a “dose” dada hoje poderia ser mais branda e teria o mesmo efeito. poderíamos regular com restrições de horário, circulação de pessoas, entre outras medidas, mas não com esse lockdown desnecessário ao nosso entendimento”, finaliza Bessa

Compensação tributária

O presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Alfredo Cotait Neto, diz que as novas medidas vão aumentar as dificuldades do setor, mas que elas são necessárias.

Por outro lado, ele pede ao governador de São Paulo, Joao Doria, que suspenda o aumento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços), previsto para entrar em vigor em janeiro.

 

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