A confiança do consumidor brasileiro melhorou em setembro e alcançou o maior patamar desde março, mostram dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (23). Na prática, mais pessoas estão dispostas a comprar bens duráveis nos próximos meses, muito por conta da liberação do FGTS. Mas a desconfiança com o momento atual da economia ainda resiste, sobretudo nas faixas de renda mais baixas.

Vamos ao números: O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) subiu 0,5 ponto, para 89,7 pontos, o maior nível desde março (quanto registrou 91 pontos). Apesar de tímido, o resultado do mês representa alta de 1,1 ponto em relação ao mês anterior, “produzindo uma discreta tendência ascendente no terceiro trimestre”, disse a FGV em nota. O indicador que mede a intenção de compras de bens duráveis avançou 9,0 pontos, para 81,2 pontos.

Entretanto, os indicadores que medem o otimismo do consumidor em relação à economia e à situação financeira familiar recuaram 2,2 pontos e 2,6 pontos, para 115,8 pontos e 99,4 pontos, respectivamente.

E a confiança com a economia atual e no medio prazo? Em setembro, a satisfação em relação ao momento atual piorou, enquanto as expectativas em relação aos próximos meses melhoraram.

O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 1,3 ponto, para 77,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) avançou 1,5 ponto, para 98,7 pontos.

(Com Reuters)

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