Os lançamentos de imóveis populares aceleraram em outubro, segundo dados divulgados pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) nesta terça-feira (22).

Foram lançadas 14.459 unidades em outubro (+85,5%). Deste total:

  • 1.397 unidades (-26,4%) são de médio e alto padrão;
  • 13.062 unidades (+121,6%) são do programa Minha Casa Minha Vida.

Por que o número de lançamentos populares cresceu tanto? O presidente da Abrainc, Luiz Antônio França, diz que o Brasil tem um grande déficit habitacional entre as pessoas de baixa renda e que esta característica do mercado faz com que sempre haja compradores dispostos a entrar em um financiamento em busca da casa própria, mesmo em momentos de crise.

“Qualquer crise que você tenha, esse mercado não muda a demanda. Ela é tão grande que você sempre tem um grande número de pessoas que estão seguras a adquirir um imóvel a longo prazo”, afirma França.

As informações da pesquisa consideram apenas as faixas 2 e 3 do programa, ou seja, que permitem a compra por famílias com renda bruta de até R$ 4.000 e R$ 9.000, respectivamente.

Menos lançamentos, mais vendas: Apesar da desaceleração nos lançamentos de imóveis de médio e alto padrão, as vendas tiveram bom resultado.

Foram vendidas 13.283 unidades em outubro (+69,7%), sendo:

  • 3.096 (+31%) de médio e alto padrão;
  • 10.187 (+86,5%) do Minha Casa Minha Vida.

Os dados de venda consideram todos os imóveis disponíveis para a compra no mercado. Para o presidente da Abrainc, Luiz Antônio França, a baixa taxa de juros, a 2% ao ano, e a necessidade por novos espaços causada pela pandemia, são características que reaquecem o mercado de médio e alto padrão. Além disso, como investimentos em renda fixa estão com a rentabilidade mais baixa, muitos investidores preferem aplicar o dinheiro em um imóvel. A pandemia desacelerou o mercado de médio e alto padrão, que está em um caminho de retomada.

Como fica o setor em 2021? França diz que o mercado imobiliário está otimista.

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