A taxa de juro dos empréstimos aos consumidores que não contabiliza financiamentos imobiliários cresceu em março pelo terceiro mês consecutivo, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira (dia 29). De uma média de 40,1% em fevereiro, as famílias passaram a pagar uma taxa de 41% ao ano no mês passado.

A maior alta entre as diferentes modalidades se deu no cartão de crédito rotativo, que saltou de 326,8% para 334,9% ao ano. O crédito pessoal não consignado também teve alta nas taxas, de 86,4% para 87,3% ao ano. No caso do cheque especial, onde há um teto para os juros, a taxa se reduziu de 124,9% para 121% ao ano.

Em março, a taxa básica da economia, a Selic, aumentou de 2% para 2,75%, no início de um novo ciclo de aperto monetário –o mercado já aposta em juros de 5,5% no final do ano.

Quando se leva em conta somente os empréstimos para empresas, a taxa média permaneceu em 13,8% ao ano.

Desaceleração nas concessões

As concessões dos bancos no crédito livre (sem contabilizar financiamento imobiliário) a consumidores tiveram queda em março na comparação com o mesmo período do ano passado, de 4,9%.

De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, essa queda reflete a base de comparação forte do ano passado, quando a pandemia de coronavírus estimulou maior concessão de financiamentos.

“Em março de 2020 houve uma alta muito expressiva no estoque de crédito por causa do choque inicial da pandemia”, afirmou.

 

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