Apesar de o governo brasileiro ter ficado de fora das declarações oficiais de autoridades durante a Cúpula do Clima da ONU (Organização das Nações Unida), uma vez que não apresentou nenhuma proposta de aumentar suas ambições no combate às mudanças climáticas, uma jovem brasileira teve a chance de se manifestar nesta segunda-feira (dia 23). E em um espaço de honra.

Quem é essa brasileira? É a ativista Paloma Costa, de 27 anos, estudante de Direito da Universidade de Brasília, coordenadora de clima da ONG Engajamundo, que só trabalha com jovens. Ela se dirigiu aos líderes mundiais ao lado da mais popular das jovens ambientalistas, a sueca Greta Thunberg. Paloma, que também é membro do Instituto Socioambiental

Como foi a participação de Paloma? Ela lembrou em sua fala o líder indígena Ailton Krenak. “Os povos indígenas vêm resistindo há anos. E nós? Vamos ser capazes de resistir?”, indagou sobre a capacidade da humanidade de se adaptar às transformações que o planeta vem sofrendo.

Mas, disse ela, a juventude está mobilizada: “Não vamos trabalhar com empresas que desmatam, não vamos ficar quietos. Já mudamos nossos hábitos, mas vocês não estão seguindo a gente”, desafiou Paloma.

O que ela disse sobre os incêndios na Amazônia? Ela lembrou que o mundo assistiu horrorizado às queimadas da Amazônia. Segundo Paloma, todos oraram pela floresta e pelos povos indígenas, mas faltam ainda ações concretas.

“Precisamos ver a Amazônia pegando fogo para agir? Desde a minha primeira greve climática, meio bilhão de árvores foram destruídas na Amazônia, e as pessoas me perguntam se eu tenho medo de defender a floresta. Os defensores do meio ambiente estão em risco, mas eu não tenho medo. Eu tenho medo de morrer por causa da crise do clima.”

Educadora ambiental e cicloativista, Paloma tem um projeto chamado Ciclimáticos no Brasil, por meio do qual ela já percorreu, de bicicleta, mais de 500 km por comunidades já afetadas pela mudança do clima, como populações indígenas.

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