A decisão do governo de São Paulo de regredir para a fase vermelha nos fins de semana e após as 20h durante a semana revoltou donos de bares e restaurantes. Nesta fase, bares e restaurantes só podem funcionar em sistema de delivery ou retirada no local. Ou seja, não podem receber clientes no estabelecimento.

Para o presidente da Abrasel-SP (associação de bares e restaurantes de São Paulo), Percival Maricato, essa medida é mais um passo em direção à tragédia vivida pelo setor. “Apesar de sermos sensíveis à pandemia, nosso sacrifício está sendo inútil. Não são os bares e restaurantes que estão causando o aumento de casos de covid”, disse.

Para Maricato, o fechamento dos bares e restaurantes em São Paulo vai incentivar a realização de festas clandestinas e funcionando de comércios ilegais. “Essas medidas atingem só quem é formal, quem paga imposto. O comércio irregular vai continuar funcionando, assim como as festas clandestinas.”

Segundo ele, o setor está em crise desde o ano passado e a volta à fase vermelha vai agravar ainda mais essa situação. “Isso é um extermínio de bares e restaurantes. Estão nos liquidando aos poucos.”

Protesto

De manhã, donos de restaurantes famosos convocaram um protesto contra o aumento de restrições de funcionamento para o setor.

Em mensagem postada nas redes sociais, eles disseram que era preciso salvar empregos. “Não podemos pagar pelas aglomerações feitas pelas festas clandestinas e pelos negacionistas que não cumprem protocolos.”

O governador de São Paulo, João Doria, criticou esses protestos. “Me desculpem, inclusive muitos amigos que admiro e respeito. Não protestem pela morte, não contestem a vida. Estejam ao lado da medicina”, afirmou.

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