A inflação dos combustíveis é muito maior que a variação média de preços medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do IBGE. Em 12 meses, a inflação dos combustíveis acumula uma alta de 8,73%, contra um índice geral de 5,20%.

O que mais subiu nesse período foram os preços da gasolina (9,05%) e do etanol (8,05%). O diesel, que vem recebendo subsídios do governo, encareceu 4,64% nos últimos 12 meses.

“Temos tido aumentos no preço da gasolina, que são dados nas refinarias, mas uma parte deles acaba sendo repassada ao consumidor final. No início de fevereiro, por exemplo, tivemos um aumento de 8%, e depois de mais de 10%. Esses aumentos subsequentes no preço do combustível explicam essa alta”, diz o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Deflação das passagens aéreas e transporte por aplicativo

Uma conta que parece difícil de fechar é a do transporte por aplicativo. Nos últimos 12 meses, os preços desse grupo recuaram 15,02%, enquanto os combustíveis ficaram mais caros. Como são os motoristas que arcam com esse custo, é possível afirmar que seus ganhos encolheram no período: ganharam menos e gastaram mais para encher o tanque.

Outro grupo que registrou forte recuo de preços foi o de passagens aéreas: -25,95%. Essa queda acompanha o avanço da pandemia, que prejudicou o turismo e reduziu a demanda de passageiros.

Em terceiro lugar, com maior queda no grupo Transportes, estão os preços dos ônibus interestaduais, também reflexo da redução de viagens com a pandemia.

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