A inflação oficial ficou em 0,87% em agosto, superando as expectativas do mercado (0,71%). O dado foi divulgado nesta quinta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado foi o maior para o mês de agosto desde 2000 (1,31%). De janeiro a agosto, o indicador acumula alta de 5,67% e, nos últimos 12 meses, de 9,68%.

Por que isso aconteceu? O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento dos preços dos combustíveis, dos alimentos e da conta de luz.

Combustíveis

Os combustíveis tiveram alta de 2,96%, com o maior impacto vindo da gasolina (2,80%). Em seguida, aparecem etanol (4,50%), gás veicular (2,06%) e óleo diesel (1,79%).

“O preço da gasolina é influenciado pelos reajustes aplicados nas refinarias de acordo com a política de preços da Petrobras. O dólar, os preços no mercado internacional e o encarecimento dos biocombustíveis são fatores que influenciam os custos, o que acaba sendo repassado ao consumidor final. No ano, a gasolina acumula alta de 31,09%, o etanol 40,75% e o diesel 28,02%”, afirma André Filipe Guedes Almeida, analista da pesquisa.

Alimentação

Comer dentro e fora de casa também ficou mais caro. O grupo de alimentação e bebidas teve alta de 1,39%, acima dos 0,60% de julho. Veja os alimentos que pesaram mais no bolso:

  • Batata-inglesa (19,91%);
  • Café moído (7,51%);
  • Frango em pedaços (4,47%);
  • Frutas (3,90%);
  • Carnes (0,63%)

Na contramão, os alimentos que ficaram mais baratos foram a cebola (-3,71%) e o arroz (-2,09%). A alimentação fora de casa registrou taxa de 0,96%, frente aos 0,14% de julho, principalmente por causa do lanche (1,33%) e da refeição (0,57%).

Energia elétrica

A energia elétrica (1,10%) foi outro item que pesou bastante em agosto, por causa da vigência da bandeira vermelha patamar 2, que adiciona R$ 9,492 a cada 100 kWh consumidos.

“O resultado é consequência dos reajustes tarifários em Vitória, Belém e em uma das concessionárias em São Paulo. Além disso, a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 9,492 a cada 100 kWh consumidos, vigorou nos meses de julho e agosto”, diz Almeida.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) determina a mudança de bandeiras de acordo com o nível de geração de energia do sistema. Em períodos de crise hídrica, como o atual, o custo de produção de energia cresce e o consumidor paga uma conta mais cara.

Leia também: Conta de luz deve ficar até 7,5% mais cara com nova bandeira tarifária

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