A carne e a energia elétrica ficaram mais caras em novembro, e isso influenciou a inflação, que avançou 0,51% em relação a outubro. Foi a maior alta para o período desde 2015. No ano, o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) acumula variação de 3,12% frente ao mesmo período do ano passado, divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (6).

Quais os destaques? Em novembro, o preço da carne subiu 8,09% ante outubro, o que elevou o custo da alimentação dentro do domicílio (+1,01%) e em restaurantes (+0,21%). Na tarifa da energia elétrica vigorou a bandeira vermelha (nome dado ao mecanismo oficial que eleva o preço da energia para os consumidores): a alta foi de 2,15%. Isso impactou a inflação da categoria de habitação (+0,71%). As despesas pessoas ficaram mais caras também (+1,24%). Juntas, as três categorias (alimentos, habitação e despesas pessoais) representam 82% do cálculo do IPCA.

Por que a carne ficou mais cara? O aumento das exportações para a China (afetada internamente pela peste suína) reduziu a oferta para o mercado doméstico. Isso pressiona os preços por aqui (entenda com mais detalhes esse movimento de mercado na matéria que preparamos: Vai faltar carne na mesa do consumidor brasileiro? Não, mas preços devem continuar subindo).

Teve queda de preços? Sim. Apresentaram queda em novembro os artigos de residência (-0,36%) e de comunicação (-0,02%). 

A inflação está dentro do normal? Sim. A meta de inflação do Banco Central para 2019 é de 4,25%, com margem de tolerância para que seja 1,5 ponto percentual a mais ou a menos. Ou seja, a inflação será considerada saudável se ficar no intervalo entre 2,75% e 5,75% no acumulado desse ano.

Os cortes de juros pelo Banco Central podem ficar prejudicados? Ainda é cedo para saber. Além da inflação do momento, os diretores do BC observam também as expectativas para os próximos meses quando se reúnem para decidir sobre a taxa básica, a Selic, que está em 5% ao ano. A próxima reunião será realizada na semana que vem, nos dias 10 e 11.

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