O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), conhecido como inflação do aluguel porque é usado como referência para reajustar o valor dos contratos, fechou mais um mês em queda, de 0,01% em setembro, reforçando a tendência de desaceleração dos preços no país. Em agosto, o IGP-M havia recuado 0,67%. Em setembro de 2018, havia subido 1,52%.

Nos últimos 12 meses, a alta acumulada foi 3,37%, enquanto no mesmo período do ano passado a alta havia sido de 10,04%.

O que mais impactou o índice? As variações de várias categorias foram quase todas negativas, embora, na média final, a queda tenha sido menos acentuada que no mês de agosto.

Para quem consome: O custo geral com alimentação recuou 0,8% em setembro. A preço da habitação, que inclui energia elétrica, teve alta de 0,36%, enquanto a variação de preços na categoria de saúde e cuidados pessoas foi de 0,21%. Os preços de transportes, diretamente influenciados pelos combustíveis, avançaram 0,05%. Também mostraram avanços as passagens aéreas (+1,82%), a tarifa de telefone móvel (+1,15%) e o etanol (+1,61%).

Para quem produz: Os preços dos bens finais, no atacado, recuaram 0,15% em setembro. A taxa dos bens intermediários, usados na produção dos bens finais, avançou 0,22% em setembro, anulando parte do recuo de 0,72% em agosto. A taxa de variação das matérias-primas brutas ficou em -0,36% em setembro, influenciada pelos preços da soja (+8,12), aves (-3,04%), trigo (-0,01%), minério de ferro (-6,86%) e milho (+0,38%).

O que o dado do IGP-M de setembro significa? Reforça que a economia segue andando de lado e ainda existe espaço para queda dos juros. Algum aumento dos preços, mesmo que em níveis baixos, significa que existem mais pessoas consumindo porque o dinheiro está circulando na economia. Por outro lado, a deflação dos preços no mercado brasileiro mostra que a demanda está fraca, o que é ruim do ponto de vista da saúde econômica.

A taxa básica de juros, a Selic, está em 5,5% ao ano, no menor patamar da história, e o Banco Central já sinalizou que entende que existe espaço para cortes adicionais nas próximas reuniões de política monetária.

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