A ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) confirmou na noite de terça-feira (22) que está disposta a receber o petróleo recolhido no litoral do Nordeste para utilizá-lo como matéria-prima alternativa ou fornos necessários para a indústria do setor.

O que já está sendo feito? A entidade está em contato com Marinha, Ibama e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para o recebimento do óleo, que seria tratado e utilizado pelas cimenteiras do Nordeste.

Como seria o processo? O petróleo seria usado no aquecimento dos fornos, que chegam a 1500°C. A ABCP já vinha declarando interesse em usar resíduos sólidos para aquecer os fornos, e com isso se unir à iniciativa pública para reduzir a quantidade de lixo que vai para o aterro sanitário.

O que diz o governo? Ao comentar o caso, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, reforçou que o próprio governo, incluindo o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, já tinha sugerido que os resíduos armazenados poderiam ser utilizados pela indústria do cimento.

Como está a limpeza das praias? Já foram coletadas mais de 600 toneladas do produto no litoral nordestino, segundo dados divulgados pelo governo brasileiro no início da semana. Na Bahia, o Projeto Compostagem Francisco está transformando 40 kg de óleo em carvão por dia. Entretanto, por ora, essa é a capacidade máxima e não vai resolver o problema sozinha.

(Com Reuters)

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