A produção industrial de novembro caiu 1,2% na comparação com outubro do ano passado. O resultado interrompeu uma sequência de três altas consecutivas e indica um acumulado negativo (-1,1%) para o setor em 2019, algo que já era esperado por especialistas no mercado. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal e foram divulgados nesta quinta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O que os números querem dizer? Acabou a recuperação da economia? Não. O resultado foi menor que o esperado, mas para dezembro a estimativa é a de um crescimento positivo, afirma o economista André Perfeito, da corretora Necton. A economia de forma geral está se recuperando.

Esses resultado influencia os juros? Nas palavras de André Perfeito: “O resultado de dezembro deve vir positivo e isso aponta para uma postura mais cautelosa do Banco Central. Reiteramos que, apesar dos dados fracos de hoje, que não haverá corte adicional na taxa Selic (hoje em 4,5%).

Afinal, como foi o desempenho? A produção de veículos, reboques e carrocerias caiu 4,4% no mês. A queda expressiva, no entanto, era esperada. “É comum que a produção se reduza no final do ano, por causa das férias coletivas”, explica André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

A indústria de alimentos, que considera sobretudo a produção e a exportação de carne e de derivados da cana-de-açúcar, recuou 3,3%. O aumento da exportação da carne, que ajudou a inflacionar o preço do alimento para os brasileiros, não foi suficiente para conter a queda nas operações do açúcar, influenciada pelas condições climáticas do período.

A produção dos chamados bens semi e não-duráveis registrou queda de 0,5% no período. Poderia ter sido maior não fosse a expansão da categoria de alimentos e bebidas para consumo doméstico (1,9%), algo que impulsionada, principalmente, pela maior fabricação de sucos concentrados de laranja, cervejas, chope, carnes e miudezas de aves congeladas, refrigerantes e pães.

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