A inadimplência do cartão de crédito caiu pela quinta vez em dezembro, atingindo o menor patamar da série histórica, iniciada em março de 2011. Os dados foram apresentados pela Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) nesta terça-feira (9).

A taxa de inadimplência ficou em 4,6%. “Nós chegamos em um patamar de inadimplência muito sustentável. Se vem a vacinação, o aumento do consumo, e o PIB cresce, teoricamente, não devem existir motivos para a taxa de inadimplência voltar a subir”, afirmou o presidente da Abecs, Pedro Coutinho.

A taxa chegou a 7,8% em maio, ficou em 7,6% em junho e julho e, a partir de então, começou a cair.

Compras online

As compras remotas com cartões de crédito, débito e pré-pagos cresceram 32,2% no ano, movimentando R$ 435,6 bilhões, resultado que impulsionou o varejo brasileiro.

No último trimestre do ano, a cada três transações com cartão de crédito, uma foi não presencial.

Coutinho diz que, pela primeira vez, os meios eletrônicos devem representar metade das compras do varejo no Brasil em 2021. A Abecs prevê que os pagamentos feitos por estes canais devem crescer de 18% a 20% em 2021, para R$ 2,38 trilhões.

Resultado do ano

O setor de cartões cresceu 8,2% no ano passado, com movimentação de R$ 2 trilhões. Além deste valor, a Abecs diz que foram movimentados mais R$ 52,6 bilhões de auxílio emergencial no cartão de débito.

Segundo a Abecs, “o setor de cartões teve papel fundamental tanto na distribuição do auxílio quanto nas inovações que permitiram aos beneficiários usar os recursos sem a necessidade de sacar dinheiro”.

Os brasileiros fizeram 23,3 bilhões de transações com cartões em 2020, a maior parte delas no cartão de débito (11,5 bilhões).

(Com Reuters).

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