A inflação não dá sinais de reversão. Ao menos, é o que mostra o IGP-M. Segundo a FGV, o índice  ficou em 2,53% em fevereiro, ligeiramente mais baixo do que o resultado do mês passado, quando fechou em 2,58%.

O IGP-M acumulado já chega a 28,94% em 12 meses. Para se ter uma ideia, em fevereiro de 2020, o acumulado dos 12 meses anteriores era de 6,82%.

“O resultado mostrou que a pressão exercida pelas matérias-primas brutas se espalhou”, afirma André Braz, coordenador dos Índices de Preços da FGV.

Esse índice que corrige os aluguéis? Historicamente, ele é o indexador dos contratos de aluguel. Mas empresas como QuintoAndar e Lello substituíram o IGP-M pelo IPCA. André Braz, coordenador do IPC da FGV/Ibre, diz que o IGP-M é cada vez menos usado como índice de correção. “O IGP-M é muito citado, mas pouco praticado nos reajustes de aluguel. Sempre há espaço para negociação.”

Na opinião dele, nem o IGP-M nem o IPCA são os indicadores adequados para reajustar os contratos de aluguel. “O mercado tende a simplificar um problema que é grande. Trocar um pelo outro não resolve esse problema. Usar o IPCA penaliza o dono do imóvel, que fez um investimento e precisa ser remunerado por ele. Usar o IGP-M, impactado pela alta do dólar, penaliza o inquilino.”

Esse aumento foi todo para o consumidor? Não exatamente. O IGP-M é uma composição de vários índices. O que diz respeito especificamente ao consumidor, o IPC, teve crescimento mais modesto, e variou 0,35% em fevereiro, ante 0,41% em janeiro.

O que ficou mais caro para o consumidor em fevereiro? O grupo Transporte foi quem mais encareceu em fevereiro, com alta média de 1,45%. Destaque para a gasolina, que subiu 4,42%. Também tiveram aumento os grupos Alimentação (0,18%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,18%), serviços bancários (0,12%), Educação, Leitura e Recreação (0,78%).

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