O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do IGP-M, acelerou a alta a 3,48% no período, depois de saltar 2,45% na primeira leitura de outubro.

“A taxa do IPA segue influenciada pelos aumentos dos preços das matérias-primas brutas (2,31% para 4,19%) e dos bens intermediários (2,66% para 3,88%)”, disse André Braz, coordenador dos índices de preços, destacando o comportamento de produtos como milho, algodão, óleo diesel e farelo de soja.

Para o consumidor, a pressão foi aliviada, uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, registrou avanço de 0,41% na primeira prévia de novembro, depois de alta de 0,64% no mesmo período de outubro.

A principal colaboração para esse resultado partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação, que reduziu a alta de 3,03% para 0,19% em novembro, refletindo forte arrefecimento nos preços das passagens aéreas.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, acelerou a alta a 1,31% no período, depois de subir 1,26% em outubro.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

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