O Google, controlado pela Alphabet, aconselhou funcionários a retornarem ao país onde estão empregados até o fim do ano, segundo uma pessoa a par do assunto.

Durante o pico da pandemia de Covid-19, a empresa com sede em Mountain View, na Califórnia, permitiu que alguns empregados se mudassem para o exterior por motivos pessoais, como retornar ao país de origem e continuar trabalhando remotamente. Essa política deve ser suspensa, mas estaria aberta a uma revisão em áreas de alto risco, disse a pessoa, que falou sob anonimato.

Uma porta-voz do Google não quis comentar.

O Google foi uma das primeiras grandes corporações a pedir que os funcionários trabalhassem em casa quando o coronavírus começou a se propagar em março. A empresa disse em julho que permitirá à equipe trabalhar remotamente por mais um ano, e adiou os planos de reabertura de escritórios. A empresa havia dito anteriormente que os funcionários poderiam trabalhar em casa até dezembro.

Na Irlanda, muitos funcionários de tecnologia que deixaram temporariamente o país durante o pior da pandemia receberam o pedido para “retornar até o final do ano, em parte devido a razões fiscais e legais”, disse Colin Grant, analista da empresa de valores mobiliários irlandesa Davy, em relatório na terça-feira.

Grant estima que 30% dos 7 mil funcionários do Google na Irlanda teriam saído do país durante a pandemia. Uma pessoa a par do assunto disse que o número muito alto.

Ruth Porat, diretora financeira da Alphabet, disse no início do mês que, embora funcionários que trabalhem juntos pessoalmente sejam essenciais para promover a inovação, a pandemia de Covid-19 inevitavelmente mudará a natureza do trabalho.

Outras grandes empresas de tecnologia, incluindo Facebook e Amazon.com, também disseram que funcionários corporativos poderão trabalhar em casa até pelo menos o início de 2021.

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