Hoje, dia 31 de outubro, é Halloween, o Dia das Bruxas. E o que isso importa para o 6 Minutos, que é uma plataforma de jornalismo de investimento e finanças?  Se você realmente tem essa curiosidade, não deve estar acompanhando com atenção o noticiário econômico do Brasil.

Para celebrar a data, separamos 11 fatos assustadores e atuais da economia brasileira. Infelizmente, neste caso, não se trata de ficção.

Quase 14 milhões de desempregados
O desemprego no Brasil está em níveis altíssimos, e não há perspectiva de redução no curto prazo. E há uma curiosidade em relação à vacinação. Quanto mais ela avança, mais pessoas decidem abandonar o isolamento e tentam voltar ao mercado de trabalho. E, como não encontram uma ocupação, são contabilizadas como desempregados, pressionando o número para cima.

A volta do fogão a lenha
Usar lenha para cozinhar deixou de ser apenas charmoso para se tornar uma necessidade para parte da população. A culpa é do preço do botijão de gás, que está custando até R$ 135.

Preços chocantes
Com a crise hídrica, que elevou a bandeira tarifária de energia, a conta de luz ficou cada vez mais cara. A energia elétrica subiu 3,91% só em outubro. E o que está ruim pode piorar — uma vez que não está 100% descartado um apagão por excesso de demanda por energia.

Encher o tanque virou luxo
Os combustíveis subiram 40,79% nos últimos 12 meses. Em várias regiões do país, o litro da gasolina já passa de R$ 7. Especialistas dizem que não são esperados novos aumentos até o fim do ano. De qualquer forma, como um bom filme de terror, sempre há espaço para sustos.

Cadê o Uber?
Pedir um carro é uma coisa, conseguir fazer a viagem é outra. Com a gasolina nas alturas e com a alta das despesas relacionadas aos veículos, muitas pessoas desistiram de trabalhar de Uber, reduzindo a oferta desse transporte nas grandes cidades.

Lata velha
As montadoras ainda não conseguiram superar a crise dos insumos e estão suspendendo a produção por falta de peças. Além de mais caros, os veículos novos podem demorar meses para chegarem aos consumidores.

Fila do visto americano
Já é um luxo conseguir programar uma viagem aos EUA com o dólar batendo nos R$ 5,70. Mas mesmo quem pode ($) talvez não consiga, pois a fila para entrevista para o visto americano já está em 2023.

Fim do auxílio emergencial
O auxílio emergencial, que deu uma força a milhões de brasileiros durante a pandemia, está chegando ao fim. Há a expectativa da criação do Auxílio Brasil. Mas, até agora, nada.

Furo no teto
O cumprimento do teto de gastos está ameaçado. Incluído na Constituição em 2016, o teto limita o crescimento das despesas da União ao Orçamento do ano anterior corrigido pela inflação. Na prática, ele freia a gastança dos políticos. A ameaça de furar o teto gerou desconfiança no mercado, derrubando a Bolsa e fazendo o dólar disparar.

Dívida pública de quase 100% do PIB
O déficit público registrado pelo governo foi de R$ 82,4 bilhões entre janeiro e setembro. Embora tenha havido uma retração real de 88% deste valor na comparação com o mesmo período do ano passado, a situação ainda não é confortável. O Brasil deve encerrar 2021 com uma dívida pública de 83,3% do PIB, de acordo com projeções do Instituto Fiscal Independente (IFI).

Os últimos serão… os últimos
O Brasil amarga a 57ª posição no Anuário de Competitividade Mundial da IMD World Competitiveness Center de 2020, que avalia o ambiente econômico e social de 64 países para gerar inovação e se destacar no cenário global. Está atrás de diversos vizinhos latino-americanos, como Chile (44º), México (53º) e Colômbia (54º).

 

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