BRASÍLIA (Reuters) – O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira que há narrativa política, covardia e desrespeito aos fatos em acusações sobre a existência de conflito de interesses pelo fato de possuir uma offshore no exterior.

Em audiência pública na Câmara dos Deputados em que foi chamado para falar do veículo de investimento em seu nome em um paraíso fiscal, o ministro defendeu que a offshore foi constituída para fins sucessórios, para que os ativos não fossem em grande parte “apropriados pelo governo americano” após sua morte, o que aconteceria caso os aportes fossem feitos via conta na pessoa física.

Sobre o potencial conflito de interesse pelo fato de ter parentes em cargos na offshore, Guedes disse que “a resposta é não, mil vezes não”, acrescentando que os familiares não estariam fazendo nenhuma atividade em que houvesse conflito.

O ministro afirmou que a empresa em si não tem funcionários, sendo essa indicação “um requisito burocrático”. Guedes disse ainda que os recursos foram enviados para a offshore em 2014-2015, sem nenhuma remessa adicional feita posteriormente, complementando que o dinheiro está sendo gerido por gestores independentes.

(Por Marcela Ayres)

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