O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a “barulheira” em torno do Renda Brasil no período da manhã desta terça-feira, 15, ocorreu porque “estão conectando pontos que não são conectados”, referindo-se às notícias sobre estudos da equipe econômica de desindexação do salário mínimo em benefícios previdenciários como forma de financiar o novo programa de assistência social.

Guedes ainda disse que o “cartão vermelho” de Bolsonaro não foi direcionado a ele. “O que estava sendo estudado é o efeito sobre desindexação sobre todas as despesas”, afirmou o ministro, em evento online Painel Tele Brasil 2020, explicando que a ideia é devolver o controle dos gastos aos governantes, já que hoje 96% dos gastos da União são obrigatórios, assim como Estados e municípios.

“O linguajar, os termos do presidente são sempre muito intensos. Da mesma forma, que o lide da notícia dizia que estava tirando direitos dos mais pobres e vulneráveis, não era essa intenção, nunca foi”, argumentou, dizendo que a intenção do presidente foi esclarecer.

O que o presidente disse? Jair Bolsonaro utilizou as redes sociais para negar que haveria cortes em programas sociais para financiar o Renda Brasil, novo do programa que iria substituir o Bolsa Família. “Até 2022, no meu governo, está proibido falar de Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final”, afirmou ele em vídeo publicado no Twitter.

E o que ele disse sobre cartão vermelho? Ele deu cartão vermelho para o autor dessa proposta. “Acordei surpreendido hoje por manchetes em todos os jornais. […] Quem porventura vier a propor uma medida como essa, só posso dar um cartão vermelho para essa pessoa. É gente que não tem o mínimo de coração e entendimento de como vivem os aposentados. De onde veio? Pode ser que alguém da equipe econômica tenha falado sobre esse assunto. Mas jamais vamos congelar salário de aposentado, jamais vamos fazer com que auxílio para idosos seja reduzido para qualquer coisa que seja.”

O que o ministro explicou? Guedes afirmou que o governo buscava uma aterrissagem suave do auxílio emergencial, que, por decisão do presidente, foi estendido até o fim do ano. “Estendeu o auxílio, então estudos prosseguiram para ver onde aterrissaria auxílio emergencial em 1º de janeiro. Quando estudos são formulados, discutidos, vão para mídia, não tem problema nenhum, o problema é ligar uma coisa à outra.”

E repetiu: “O presidente está dizendo que a mídia está dizendo que eu estou querendo tirar dinheiro de pobre para dar para mais pobres. Eu não vou fazer isso. Acabou o Renda Brasil.”

(Com Estadão Conteúdo)

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