O governo tem preparado medidas para evitar aumentos nas contas de energia em alguns estados do Norte e Nordeste neste ano. Assim como impactos tarifários previstos para todos consumidores nos anos seguintes, foi o que disseram representantes do Ministério de Minas e Energia.

Em coletiva de imprensa online nesta quarta-feira, 22, o ministro Bento Albuquerque disse que as medidas serão “estruturantes” e estão relacionadas ao custo da energia, mas sem dar detalhes. “Estamos trabalhando juntos não só aos órgãos vinculados ao ministério, mas também com o Congresso Nacional, para que a gente aproveite o consenso que já há em relação a essas medidas e que algumas delas possam ser implementadas de forma imediata”, afirmou.

O ministro disse que não gostaria de adiantar mais informações, porque as medidas ainda estão sendo construídas, mas que pretende implementá-las a curto prazo, “diria que em agosto”, acrescentou.

Ele afirmou que o principal objetivo é que os consumidores não tenham impactos nas tarifas que poderiam levar a um aumento na inadimplência junto às distribuidoras e prejudicar a própria recuperação da atividade econômica em meio à pandemia.

Os esforços vêm após a pasta e o ministério da Economia terem arquitetado um empréstimo de 15 bilhões de reais junto a um grupo de bancos liderado pelo BNDES para conter reajustes da energia, em meio aos impactos do coronavírus.

Apesar dessa operação que envolveu os financiamentos, ainda há expectativa da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) de elevação da ordem de dois dígitos nas contas de luz principalmente de empresas que antes pertenciam à estatal Eletrobras e foram privatizadas em 2018. O ministério de Minas e Energia calcula que as tarifas de energia em geral poderiam subir em média 12% neste ano sem o empréstimo às elétricas, que será quitado em cinco anos.

Com a operação, os reajustes em 2020 devem ficar em sua maior parte na faixa entre 3% e 4%, com custos sendo diluídos para os próximos anos.

(com Reuters)

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