A equipe econômica divulgou nesta segunda-feira novas projeções fiscais para 2020, ajustando na margem suas expectativas e passando a prever um déficit nominal de 17,2% do PIB (Produto Interno Bruto), frente a 17% antes.

A perspectiva agora é de que haja um rombo primário de R$ 871 bilhões para o governo central (12,1% do PIB) este ano, e de R$ 895,8 bilhões para o setor público consolidado (12,5% do PIB).

Em 4 de setembro, esses déficits haviam sido calculados em 12,1% e 12,4% do PIB, respectivamente.

Os dados foram apresentados pelo secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, em audiência pública no Congresso.

Considerando uma retração do PIB de 4,7% este ano, premissa que foi mantida do início do mês para cá, a estimativa é de que a dívida bruta suba a 93,9% em 2020 (94,6% antes), e que a dívida líquida vá a 67,8% do PIB (67,9% antes).

Waldery voltou a reforçar que é importante circunscrever os gastos extraordinários a este ano, e retomar a agenda de reformas. Segundo o secretário, o envio de uma nova perna da reforma tributária aos parlamentares será feito em breve, após deliberação do ministro da Economia, Paulo Guedes.

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