RIO DE JANEIRO (Reuters) – Os petroleiros que atuam na Bacia de Campos devem entrar em greve a partir de segunda-feira (3), após negociações com a Petrobras para a adoção de novas medidas de combate ao novo coronavírus terem falhado, informou em comunicado a Federação Única dos Petroleiros (FUP), nesta sexta-feira.

Os petroleiros querem a realização de testes de Covid-19 no meio e no fim da escala -atualmente a testagem é feita somente no embarque- teste para pessoal que está em terra e cumprimento de todas as recomendações do Ministério Público do Trabalho (MPT), como o uso de máscaras de proteção PFF2 para todos os trabalhadores.

Os trabalhadores alegam ainda que a petroleira adotou uma escala de mais de 14 dias nas plataformas, o que iria contra ao Acordo Coletivo de Trabalho.

“Somente neste mês de abril foram mais de 500 petroleiros contaminados nas unidades marítimas, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)”, afirmou a FUP no comunicado.

A federação explicou que o Sindipetro Norte Fluminense, filiado à FUP, e a Petrobras falharam em chegar a um acordo após negociações nesta semana.

“A greve, que já havia sido aprovada pela categoria, estava suspensa durante processo de negociação com a empresa, mediada pelo Ministério Público do Trabalho, por iniciativa do sindicato”, disse a FUP.

Procurada, a Petrobras não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

(Por Marta Nogueira)

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