O Brasil teve em junho a maior entrada líquida de dólares pelo câmbio contratado para o mês desde 2007, resultado puxado pela virada para positivo no fluxo financeiro.

O superávit foi de US$ 4,449 bilhões, mais do que revertendo resultado negativo de US$ 1,821 bilhão em maio, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira.

É o melhor número desde fevereiro de 2019 (+US$ 8,626 bilhões) e o mais robusto para o mês desde 2007 (+US$ 16,561 bilhões).

A conta financeira –em que são registrados fluxos para portfólio, empréstimos e investimentos em geral– mostrou sobra de US$ 2,644 bilhões em junho, após contabilizar saída líquida de US$ 4,089 bilhões no mês anterior.

Já o câmbio contratado para operações comerciais teve saldo positivo de US$ 1,805 bilhão, abaixo do de 2,268 bilhões de dólares de maio.

A atualização semanal dos dados pelo BC trouxe ainda os números dos dois primeiros dias de julho, com resultado negativo de US$ 183 milhões.

De forma geral, 2021 tem sido um ano de expressiva melhora no fluxo cambial contratado para o Brasil. Dos seis primeiros meses do ano, apenas maio registrou saída líquida de recursos, e o resultado do semestre mostrou ingresso de US$ 15,341 bilhões.

No acumulado do ano, o superávit é de US$ 15,158 bilhões, bastante diferente do visto no mesmo período do ano passado (déficit de US$ 12,867 bilhões).

(Por José de Castro)

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).