A PEC dos Precatórios continua monopolizando as atenções do mercado. A Bolsa, que estava subindo ontem, virou e fechou em queda depois da notícia de que a PEC não vai liberar valor suficiente no Orçamento para bancar todas as promessas do presidente Jair Bolsonaro, como pagamento de auxílio para caminhoneiros, vale-gás e reajuste dos servidores.

Pelos cálculos do Ministério da Economia, a aprovação da PEC será suficiente para pagar as despesas obrigatórias, o Auxílio Brasil de R$ 400 e a garantir a prorrogação da desoneração da folha de pagamento. Por isso, o temor de descontrole fiscal voltou a assustar os investidores, que acompanham as negociações para aprovação da proposta.

A expectativa é de que o texto passe amanhã pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado antes de ir para o plenário, onde precisa da maioria dos votos, em dois turnos, para ser aprovado. O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra, disse que o Planalto espera que a PEC seja aprovada até o dia 30 deste mês.

Veja o que mais pode chamar a atenção do mercado nesta terça-feira:

Guedes na Câmara

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados ouve hoje de manhã o ministro da Economia, Paulo Guedes, que terá que explicar suas movimentações financeiras no exterior através de offshore em paraíso fiscal, segundo a Agência Câmara.

Recriação do Ministério do Trabalho

O Plenário do Senado pode votar hoje à tarde o projeto de lei de conversão que recria o Ministério do Trabalho e Previdência e transfere a Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania para o Turismo.

Auxílio Brasil

A Câmara dos Deputados pode votar a partir de hoje a MP que criou o programa de renda Auxílio Brasil. A MP troca o programa de distribuição de renda Bolsa Família pelo Auxílio Brasil, mudando alguns critérios para recebimento. A sessão está marcada para as 13h55.

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