Atualizada às 10h28

Os investidores devem passar a quarta-feira à espera da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a nova taxa Selic. Até o começo da semana passada, todo mundo dava como certo que o juro básico seria elevado em 1 ponto, a 7,25% ao ano.

Mas a decisão do governo de mudar o teto de gastos para pagar o Auxílio Brasil aumentaram as desconfianças em relação ao compromisso fiscal do governo. Desde então, as previsões para a Selic só aumentaram.

A maioria das instituições prevê um aumento de 1,50 ponto na reunião de hoje, elevando a Selic para 7,75% ao ano. Mas já quem estime que a alta pode chegar a 2 pontos ou 3 pontos.

Na manhã desta quarta-feira, o IBGE divulgou os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Diferentemente do Caged, que saiu na véspera, a Pnad traz a movimentação de emprego informal e de autônomos. No trimestre encerrado em agosto, a taxa de desemprego no Brasil voltou a cair, indo a 13,2%. No entanto, a informalidade cresceu e o rendimento real sofreu as maiores baixas da série histórica.

Além disso, o Santander deu a largada hoje na temporada de divulgação de resultados financeiros dos bancos. Para a XP, a margem financeira do setor deve se beneficiar por um mix de crédito mais rentável. De acordo com o balanço, o lucro do Santander subiu 12,5% no terceiro trimestre de 2021 e foi de R$ 4,340 bilhões.

“Vemos os seguintes destaques positivos: i) receita de serviços, impulsionado por maiores volumes e pela retomada da atividade econômica, mais do que compensando a pressão em tarifas em função da adoção do Pix (reduzindo receita proveniente de transferências entre contas – TED/DOC) e da maior competição proveniente dos bancos digitais; e ii) inadimplência ainda controlada em níveis baixos”, diz relatório da corretora.

O destaque negativo, segundo a XP, são as “despesas administrativas devido ao reajuste salarial dos bancários”.

Veja abaixo as notícias que podem interessar ao mercado nesta quarta:

Copom

Todo mundo já sabe que a Selic vai subir. A dúvida é sobre a dose do remédio que o Copom vai aplicar para conter a inflação sem desacelerar ainda mais a economia. A maioria das apostas é de que o juro subirá 1,50 ponto na reunião de hoje. Mas surpresas sempre podem acontecer.

Pnad

Os dados da Pnad contínua de agosto foram divulgados na manhã de hoje pelo IBGE. Com aumento na população ocupada e no nível de ocupação, a taxa de desemprego no Brasil voltou a cair, indo a 13,2%. A queda superou a expectativa do mercado que previa recuo de 13,7% para 13,5%.

As más notícias ficaram por conta do aumento da informalidade e da redução do rendimento, que sofreu as maiores baixas da série histórica. Com o aumento mais forte no emprego sem carteira, a taxa de informalidade subiu para 41,1% da população ocupada, ou 37,1 milhões de trabalhadores informais, contra 40% no trimestre anterior e 38% um ano antes. A queda do rendimento real habitual sobre o trimestre anterior foi de 4,3%. Em relação a um ano antes, o tombo foi de 10,2%, para uma renda média de 2.489 reais.

Temporada de balanços

A quarta será animada para quem acompanha a temporada de balanços do terceiro trimestre. Antes da abertura do mercado saíram os dados do Santander. O banco teve lucro líquido gerencial de R$ 4,340 bilhões no terceiro trimestre de 2021. O resultado significou uma alta de 12,5% em um ano e de 4,1% em um trimestre.

Dexco, Gerdau, Movida, Multiplan, Odontoprev, Telefônica e Weg também revelam seus números.

Pedido de indiciamento de Bolsonaro

Mercado vai digerir ainda o relatório final da CPI da Covid, que propõe indiciar o presidente Jair Bolsonaro e mais 79 pessoas.

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