A rede de farmácias Raia Drogasil sofreu uma queda de 60% no lucro líquido durante o segundo trimestre de 2020, comparado ao mesmo período de 2019. De abril a junho deste ano, a companhia levantou cerca de 60,2 milhões de reais, e vê o tombo como reflexo das medidas de restrição de circulação de pessoas devido a pandemia de coronavírus.

“Com os primeiros casos chegando ao Brasil em março, o isolamento social começou na última semana do mês e resultou em um segundo trimestre com redução no tráfego e consumo, e também na quantidade de consultas médicas e cirurgias eletivas, estes levando à uma queda na demanda por medicamentos associados a tratamentos agudos não urgentes”, afirmou a companhia.

“O principal impacto observado ocorreu em nossas 124 lojas de shopping, que tiveram que lidar com fechamentos temporários, horários reduzidos e severa redução no tráfego de clientes ao reabrirem”, acrescentou a companhia em material do balanço divulgado no final desta terça-feira, 11.

A receita líquida somou 4,45 bilhões de reais, crescimento de 5,8% em relação ao segundo trimestre do ano passado. A receita bruta subiu 6,3%, a 4,72 bilhões de reais, mas a margem bruta recuou a 28%, de 29% um ano antes.

A rede registrou uma queda de 2,6% nas vendas das mesmas lojas, enquanto as lojas maduras tiveram uma queda de 6,9%, com um efeito calendário negativo de 0,4%.

Excluindo da base as 124 lojas de shoppings que tiveram que lidar com fechamentos temporários e horários reduzidos, o crescimento total consolidado da receita bruta foi de 12,3%, com alta de 3,2% nas mesmas lojas e queda de 1,2% nas lojas maduras.

Apenas em julho, houve elevação de 13,8% na receita consolidada, “sinalizando uma forte recuperação que esperamos manter no terceiro trimestre”. Excluindo as 124 lojas de shopping, a alta chega a 19%.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado recuou para 231,81 milhões de reais, de 363,69 milhões de reais no mesmo intervalo de 2019, com a margem passando de 8,2% para 4,9%.

De abril a junho, foram inauguradas 55 lojas, 8 a mais do que no mesmo período de 2019, e sem efetivar fechamentos, a RD terminou o trimestre com um total de 2.162 estabelecimentos. A companhia reiterou guidance de 240 aberturas brutas para o ano.

A penetração dos canais digitais atingiu 7,6% das vendas do varejo da RD, um incremento de 6,4 pontos percentuais versus o segundo trimestre do ano passado. “Registramos um crescimento de quase sete vezes no segundo trimestre de 2020 quando comparado ao mesmo período do ano anterior.”

A despesas gerais e administrativas totalizaram 143 milhões de reais, ante 102,4 milhões um ano antes, em meio a gastos com preparação para home office e marketing institucional relacionado à pandemia.

No segundo trimestre, o fluxo de caixa livre ficou negativo em 437,5 milhões de reais e o consumo de caixa total alcançou 544,8 milhões de reais.

A RD encerrou o trimestre com uma dívida líquida ajustada de 1,5 bilhão de reais, versus 990,8 milhões de reais no mesmo período de 2019. A dívida líquida ajustada sobre o Ebitda foi de 1,2 vez, um acréscimo de 0,4 maior quando comparada ao mesmo período do ano passado, principalmente em consequência do consumo de caixa relacionado a capital de giro no trimestre.

“Nossa expectativa é de normalizar a dívida líquida sobre o Ebitda ainda dentro do ano com a normalização do nosso ciclo de caixa”, afirmou.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu WhatsApp? É só entrar no grupo pelo link: https://6minutos.uol.com.br/whatsapp.