LONDRES (Reuters) – As exportações globais de café recuaram 3,4% em janeiro de 2021 ante igual período do ano anterior, mas apuraram avanço de 3,7% nos quatro primeiros meses da temporada 2020/21 (que vai de outubro a setembro), disse a Organização Internacional do Café (OIC) nesta quarta-feira.

A entidade intergovernamental afirmou que os embarques da commodity nos quatro primeiros meses, que totalizaram 41,9 milhões de sacas, versus 40,9 milhões no ano anterior, avançaram graças, especialmente, a um salto de 21,9% nas exportações do Brasil, maior produtor mundial.

Os embarques da maioria das outras regiões diminuíram, dando ao Brasil, país produtor com mecanização em massa, uma participação de mercado maior.

As exportações da África nos quatro primeiros meses da temporada caíram 13% e os embarques de Ásia e Oceania declinaram 3,9%, enquanto as exportações do México e América Central cederam 17,5%, uma vez que a região foi fortemente afetada pelos furacões Eta e Iota.

Há visões contrastantes no mercado em relação à demanda global por café em meio à pandemia de coronavírus. Alguns analistas acreditam que o consumo diminuiu, apesar do aumento no uso doméstico.

Parte do aumento visto pela OIC nas exportações pode estar parada em armazéns de países consumidores, já que alguns operadores se aproveitaram da grande produção brasileira para formar estoques.

A OIC manteve sua estimativa para o balanço global de oferta e demanda de café em 2020/21 praticamente inalterada em relação ao relatório anterior, projetando um superávit de 5,27 milhões de sacas. Em uma pesquisa da recente da Reuters, analistas apontavam para um excedente maior, de 8 milhões de sacas.

(Reportagem de Maytaal Angel)

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