As exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 100,81 bilhões em 2020, segundo maior valor da história, atrás apenas do recorde registrado em 2018, de US$ 101,17 bilhões, com forte demanda chinesa e apoio do dólar, informou nesta terça-feira o Ministério da Agricultura.

Em relação a 2019, os embarques de produtos agropecuários subiram 4,1%. O agronegócio foi responsável por quase metade das exportações totais do Brasil em 2020, com participação recorde de 48%, ressaltou o governo.

O complexo soja (grão, óleo e farelo) foi o principal produto da pauta exportadora, com US$ 35,24 bilhões e 101,04 milhões de toneladas.

Sozinhas, as exportações de soja em grão representaram 81,1% do valor exportado e alcançaram o segundo maior montante da série histórica, com US$ 28,56 bilhões e 82,97 milhões de toneladas.

A China adquiriu 73,2% da soja em grão do Brasil, o que correspondeu a US$ 20,91 bilhões, alta de 2,2% ante 2019.

O mercado chinês também foi o principal destino da carne bovina in natura exportada, respondendo por 54,2% do faturamento de exportação.

Segundo o ministério, as vendas externas de carne bovina brasileira registraram recorde em valor (US$ 7,45 bilhões) e volume (1,72 milhão de toneladas).

Na mesma linha, os embarques da proteína suína também marcou máximas históricas em valor (US$ 2,12 bilhões), quanto em volume (901,10 mil toneladas).

Já as importações de produtos do agronegócio apresentaram queda de 5,2%, chegando a US$ 13,05 bilhões. O aumento das exportações e queda das importações resultou em um saldo superavitário de US$ 87,76 bilhões para o setor.

(Por Nayara Figueiredo)

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