SÃO PAULO (Reuters) – As exportações de carne de frango alcançaram 3,048 milhões de toneladas no ano até agosto, alta de 7,58%, e com isso a receita somou 4,89 bilhões de dólares no período, avanço de 18,2% puxado por preços elevados e demanda aquecida, disse nesta quinta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Somente em agosto, os embarques totais de frango (considerando a proteína in natura e processada) atingiram 379,9 mil toneladas, alta de 4,8% ante igual período do ano anterior. Em receita, o salto foi de 36,1%, para 677,3 milhões de dólares, no mesmo comparativo.

“Os preços aquecidos para as exportações de carne de frango são consequências diretas da alta internacional dos custos de produção”, disse em nota o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em referência a despesas com insumos como o milho, utilizado na ração animal.

“Mesmo com este quadro, grandes mercados importadores de alto valor agregado aumentaram o apetite pelos produtos brasileiros… reforçando a expectativa de alta histórica nas exportações totais de 2021.”

Principal destino das exportações, a China adquiriu 57,4 mil toneladas em agosto, volume 4,8% superior ao efetuado no mesmo período de 2020. Em segundo lugar, os Emirados Árabes Unidos compraram no mês 38,8 mil toneladas, avanço de 50,5%.

SUÍNOS

No segmento de carne suína, a ABPA informou que as exportações no acumulado do ano até agosto alcançaram 756,5 mil toneladas, alta de 11,53%. Em receita, as vendas externas da proteína totalizaram 1,805 bilhão de dólares, número que supera em 21,3% o resultado alcançado em igual período de 2020.

Em agosto, no entanto, as exportações ficaram em 91 mil toneladas, queda de 7,5% no ano a ano, enquanto o faturamento ficou praticamente estável em 209,1 milhões de dólares.

“O desempenho das exportações para parceiros históricos do Brasil, como é o caso do Chile e da Argentina, por exemplo, e o retorno das exportações para a Rússia vêm se somar aos aumentos expressivos de volumes exportados no ano para os países da Ásia que todavia seguem, em alguns casos, com déficits de proteína animal.”

(Por Nayara Figueiredo)

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