A renúncia do conselheiro-chefe do governo britânico, Dominic Cummings, a eleição do democrata Joe Biden à presidência dos Estados Unidos e o novo avanço do coronavírus tornam um acordo comercial entre Reino Unido e União Europeia mais provável, na avaliação da Eurasia. Em relatório, a consultoria estima 65% de chances de que um pacto seja fechado, mas ponderou que um entendimento só deve sair no final de novembro.

Segundo a análise, três divergências permanecem no centro do impasse: a recusa de Londres em aceitar um campo de disputa justo no que diz respeito a subsídios estatais, arranjos de governança e regras para a área da pesca. “A falta de movimento do Reino Unido no campo da disputa é provavelmente parcialmente tática, para garantir uma vitória sobre a pesca, especialmente para a frota escocesa”, explica.

Para a Eurasia, embora algumas fontes estejam demonstrando otimismo de que um entendimento será firmado nesta semana, as discussões devem se alongar até o fim de novembro. “Em parte, isso se deve às divergências descritas acima, que levarão tempo para serem superadas. No entanto, também é porque (o primeiro-ministro Boris) Johnson, após a saída de Cummings, agora não pode ser visto como se movendo muito rapidamente em direção um acordo”, pontua.

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