No Brasil de 2019, o emprego com carteira assinada cresceu mais para homens do que para mulheres. Por faixa etária, o maior avanço se deu entre os maiores de 60 anos – mas é bom ponderar que o volume de vagas nessa faixa etária é menor do que nas outras.

Que dados são esses? São os números da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2019, divulgada ontem pelo Ministério da Economia. A Rais reúne apenas dados do mercado formal de trabalho. Ou seja, não pega informações sobre informais e microempreendedores.

Como ficou o crescimento de vagas por gênero? Em 2019, havia 26,646 milhões de contratos formas para homens, um avanço de 2,16% em relação a 2018. Entre as mulheres, o aumento foi de 1,76%, com 20,9 milhões de vínculos formais.

E por faixa etária? A faixa com maior aumento foi a de maiores de 60 anos, com uma expansão de 7,56%. Veja abaixo total de registros formais por idade:

  • Até 24 anos: 6,512 milhões (0,59%)
  • 25 a 29 anos: 6,501 milhões (0,53%)
  • 30 a 39 anos: 14.582 milhões (0,96%)
  • 40 a 49 anos: 11,096 milhões (3,68%)
  • 50 a 59 anos: 6,692 milhões (2,55%)
  • Maiores de 60 anos: 2,171 milhões (7,56%)

Como foi o avanço por raça ou cor? Pela Rais, houve avanço entre pretos e pardos:

  • Indígenas: 75 mil (-6,54%)
  • Brancos: 18,510 milhões (-0,50%)
  • Pretos: 2,187 milhões (5,61%)
  • Amarelos: 256 mil (-0,04%)
  • Pardos: 13,135 milhões (3,22%)

E como ficaram os salários? Mulheres ganham menos que homens. Indígenas, pretos e pardos ganham menos que brancos e amarelos. Veja abaixo:

Sexo

  • Salário masculino: R$ 3.359
  • Salário feminino: R$ 2.902,58

Por raça ou cor

  • Indígenas: R$ 2.520,03
  • Brancos: R$ 3.217,98
  • Pretos: R$ 2.195,44
  • Amarelos: R$ 4.033,87
  • Pardos: R$ 2.226,56

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