A pandemia de coronavírus fez com que o Brasil perdesse 1,1 milhão de empregos com carteira assinada apenas entre março e abril, mostram dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quarta-feira (dia 27).

Para se ter uma ideia do que isso significa, o país fechou 1,5 milhão de vagas com carteira ao longo de todos os meses de 2015, no auge da crise econômica recente.

Somente em abril, o saldo entre admissões e contratações ficou negativo em 860 mil. Em março, quando a crise do coronavírus estava no início, foram fechadas 240 mil vagas.

O setor da economia que mais sofreu com a pandemia foi o de serviços: foram perdidas 362,3 mil vagas somente no mês passado. O comércio fechou 230,2 mil postos de trabalho com carteira assinada em abril, enquanto a indústria extinguiu 195,9 mil empregos formais no mesmo período.

Dados atrasados

O Ministério da Economia não divulgava os dados de emprego formal desde janeiro. A pasta havia decidido suspender por tempo indeterminado a divulgação dos saldos do Caged.

Isso porque, segundo o ministério, houve uma mudança no sistema de envio de informações sobre demissões e admissões pelas empresas a partir deste ano, o que acarretou uma série de subnotificações no Caged.

Com a simplificação e migração do cadastro trabalhista para o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial), muitas firmas simplesmente deixaram ingressar com os dados no sistema, deixado o ministério à espera dessas correções.

 

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