O Bradesco foi o primeiro banco a fechar um acordo exclusivo sobre teletrabalho com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Pelo acordo, a instituição se compromete a pagar no primeiro ano de teletrabalho uma ajuda de custo de R$ 1.080 para cada funcionário.

O caráter dessa ajuda é custear gastos com internet, luz e compra de uma cadeira. Se o banco preferir ceder uma cadeira para o funcionário, o valor do auxílio cai para R$ 960.

Nos outros anos, o banco vai pagar uma quantia de R$ 960, que poderá ser paga de uma só vez ou parcelada em até 12 vezes.

Quais os outros pontos do acordo?

Opcional: o trabalhador deve concordar em ir para o regime de teletrabalho, não será obrigatório.

Controle de jornada: a jornada em home office será controlada por registro em computador. Fica definido que o banco deve respeitar os intervalos para refeição e os períodos de descanso. Então ficam proibidas ligações de áudio ou vídeo, mensagens escritas, ou qualquer outra atividade laboral nesses períodos. Se ocorrerem, serão computadas como horas extras.

Equipamentos: o banco fornecerá notebook ou desktop, mouse, teclado independente e headset, ficando o empregado responsável pela guarda, conservação e devolução.

Treinamento: o banco fornecerá programas de treinamento para quem for trabalhar em casa, bem como para os gestores desses funcionários.

Saúde: o banco deve dar orientações sobre prevenção de doenças e acidentes do trabalho, por meio físico ou digital ou treinamentos à distância. Também será realizado acompanhamento especial no exame periódico de quem estiver em teletrabalho.

Canal de apoio: será ofertado um canal de apoio para orientações ao funcionário sobre procedimentos profissionais ou equipamentos.

Qual o contexto? Na negociação salarial deste ano, o Comando Nacional dos Bancários tentou fechar um acordo de home office para toda categoria O acordo não foi aceito pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).

“O Bradesco foi o primeiro a concordar com as condições, queremos que outros bancos sigam esse exemplo”, diz a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional, que representa a categoria na mesa com a Fenaban.

“A regulamentação do teletrabalho é uma reivindicação da categoria, que não aceita ter a responsabilidade do fornecimento e manutenção dos equipamentos necessários para a realização do teletrabalho”, afirma ela.

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