O presidente americano, Donald Trump, está disposto a trabalhar pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Esse foi um dos resultados do encontro desta sexta-feira (dia 31) de representantes do governo brasileiro com o líder americano, afirmaram o chanceler Ernesto Araújo e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (filho do presidente Jair Bolsonaro), que participaram do encontro na Casa Branca, em Washington.

Qual foi o objetivo do encontro? Segundo o chanceler, a visita serviu para agradecer o posicionamento de Trump no âmbito do G7 em relação à ajuda para combate a queimadas na Amazônia, além de pavimentar uma conversa sobre eventual acordo comercial entre os dois países.

Segundo Araújo, durante a reunião foi abordada a “ideia da negociação de um acordo de livre comércio”. Segundo o chanceler, ficou “consolidado” que essa é a intenção dos dois países.

O que Trump falou do encontro? Nem o presidente americano nem a Casa Branca se pronunciaram. Coube às autoridades brasileiras comentar:“Ele (Trump) reiterou várias coisas: a disposição de trabalhar nessa questão do desenvolvimento sustentável da Amazônia, o interesse enorme em um acordo comercial amplo conosco — isso agora vamos sentar para ver como vai ser, como vamos modelar esse tipo de acordo”, disse Araújo.

E Eduardo Bolsonaro, o que disse? Já o deputado federal, que disse que sua missão era a de acompanhar a comitiva e levar “impressões”, afirmou em seu perfil do Twitter que Trump teria aceitado a proposta de “trabalhar conjuntamente para desenvolver de forma sustentável a Amazônia”.

“Acordos de livre comércio e de treinamento militar conjunto também foram falados”, postou o deputado no Twitter.

A jornalistas em Washington, Eduardo relatou que Trump reforçou “espontaneamente” a intenção de apoiar sua indicação para o cargo de embaixador. Ele lembrou ainda que a aprovação de sua indicação ao cargo depende dos senadores, que irão sabatiná-lo e, depois, submeter o seu nome a voto no plenário da Casa.

O chanceler do Brasil, Ernesto Araújo, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro
Crédito: Yuri Gripas/Reuters

É comum que o presidente de um país receba autoridades de outras nações que não tenham a mesma posição? Não. “Foi uma das primeiras vezes que um presidente americano recebe pessoas que não são presidentes ou chefes de Estado de outros países, então isso foi uma deferência muito especial que, antes que mais nada, mostra um caráter muito especial que tem hoje a relação Brasil-Estados Unidos”, disse o ministro das Relações Exteriores.

O que mais foi tratado? Oficialmente, os temas acima citados. Mas há interesses empresariais mais amplos entre os dois países. Trump tem defendido que o governo aprove a compra da Warner Media (ex-Time Warner) pela operadora AT&T (dona da Sky no Brasil), algo que a lei brasileira hoje não permite — que um mesmo grupo produza e distribua conteúdo. O processo de análise está parado na Anatel (a Agência Nacional de Telecomunicações).

(Com a Reuters)

 

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