Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar ampliou a alta contra o real no fim da manhã desta quinta-feira, enquanto intensificava os ganhos frente a várias divisas emergentes, com a escalada de rendimentos de títulos levando investidores a deixar ativos mais arriscados.

O mercado acompanhava ainda o noticiário econômico local. O relator da matéria, senador Marcio Bittar (MDB-AC), disse que a PEC Emergencial só será votada na próxima terça-feira no Senado e deverá ter apenas sua discussão iniciada nesta quinta no plenário da Casa.

Às 12:46, o dólar avançava 1,46%, a 5,5010 reais na venda, perto da máxima do dia, de 5,5033 reais (+1,50%).

No exterior, o dólar saltava 2,3% ante o peso mexicano, 1,9% contra o peso chileno, 2,6% frente ao rand sul-africano e 1% em relação à lira turca.

“Mais uma vez, o foco está nos movimentos das curvas de yields dos EUA”, disse Mohamed A. El-Erian, conselheiro econômico da Allianz e ex-CEO da Pimco, lembrando que a liquidação nos bônus ocorria mesmo depois de dois dias de falas do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, o qual assegurou que os juros ficarão baixos até que a inflação volte.

O yield do Treasury de dez anos –referência para os custos globais de empréstimos– se aproximou de 1,50% nesta sessão, máxima em um ano, num rali de 57 pontos-base apenas neste ano.

Aumentos de juros de títulos reduzem a atratividade de ativos mais arriscados, como moedas emergentes e ações, uma vez que pioram a relação risco/retorno de manter ativos arriscados em carteira, enquanto melhora os retornos de um ativo considerado risco de base do mercado (os títulos do Tesouro dos EUA).

O índice S&P 500 da Bolsa de Nova York caía 0,9% nesta quinta.

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