Os caminhoneiros podem paralisar as atividades na quarta-feira, dia 19. O protesto já estava marcado e deveria coincidir com o julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) das ações de inconstitucionalidade contra a tabela do frete mínimo. Acontece que o julgamento foi desmarcado a pedido da AGU (Advocacia Geral da União). O ministro Luiz Fux marcou então uma audiência de conciliação para 10 de março.

Por que pode ter protesto se não terá mais julgamento? Como a data já havia sido marcada, é possível que alguns caminhoneiros mantenham esse dia para realizar um protesto pacífico, diz Walace Landim, o Chorão, uma das lideranças da categoria. “A minha recomendação é para se mobilizar no dia 10 de março, mas algumas lideranças estaduais estão mantendo a orientação de parar na quarta-feira.”

Mas vai ter greve? Segundo Chorão, tudo depende do que for decidido na audiência de conciliação. “Se decidirem que a tabela do frete mínimo é inconstitucional, vamos tomar nossas providências”.

E essa paralisação no Porto de Santos? Chorão diz que esse protesto não tem nada a ver com a tabela do frete. Esse movimento foi organizado pelo Sindicato dos Caminhoneiros de Santos. “É uma reivindicação específica deles, um trabalho que estão perdendo. A questão do frete desgasta ainda mais o humor.”

O que pedem os motoristas que pararam em Santos? A pauta é diversificada. Eles pedem, entre outras coisas, uma redução no ICMS do diesel, como forma de baratear o combustível que responde pela maior parte dos custos da categoria.

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