A crise do coronavírus afetou a intenção de compra do brasileiro na Black Friday. Pesquisa realizada a pedido do Google mostra que 54% dos consumidores declararam vontade de comprar na promoção deste ano. Em 2019, o percentual era de 62%.

Outro indicador de que as pessoas não vão gastar tanto é a intenção de compra por categorias de produtos. Neste ano, o brasileiro pretende gastar em 4,5 categorias, uma redução de 37% em relação à Black Friday de 2019.

A pesquisa mostrou ainda que a intenção de compra é maior (63%) entre os que se mostram mais otimistas com a economia (37%). Entre os mais pessimistas (39%), só 49% pretendem fazer compras na Black Friday.

Por que a queda na intenção de compra? Porque as pessoas estão com menos dinheiro sobrando e têm medo em relação ao futuro, já que o desemprego dá sinais de que pode voltar a crescer.

O que as pessoas pretendem comprar?

As 10 categorias com maior intenção de compra foram:

  • Celulares (38%)
  • Eletrodomésticos (30%)
  • Informática (28%)
  • Roupas Femininas (28%)
  • TV (26%)
  • Roupas (24%)
  • Eletroportáteis (24%)
  • Perfumes (24%)
  • Tênis (22%)
  • Móveis (22%)

Por que as pessoas compram na Black Friday? As principais motivações de compra observadas durante a pandemia, como necessidade, indulgência e entretenimento, seguem presentes neste ano e convivem entre si durante a temporada de compras do final do ano.

Entre as motivações estão:

  • Ter o prazer de encontrar boas ofertas e fazer bons negócios: 57%
  • Comprar algum produto que não puderam comprar antes por questões financeiras: 49%
  • Conseguir comprar algum produto que gosto/tenho vontade de ter: 41%
  • Repor algum produto: 34%

As pessoas esperam para comprar na Black Friday? A pesquisa mostra que 6 entre cada 10 consumidores irão aguardar a Black Friday para adquirir um produto.

“A Black Friday de 2020 será diferente em muitos aspectos, começando pela maior relevância do digital como o principal canal de compras e a mudança nas intenções, com categorias como móveis, brinquedos, games e imóveis ganhando maior relevância”, diz Gleidys Salvanha, diretora de negócios para o Varejo do Google Brasil. “Além disso, o brasileiro está fazendo mais planos. Independentemente do canal, 82% irá pesquisar on-line antes de comprar e as buscas já começaram para 41% dos consumidores”, completa.

 

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