Nem mesmo o Dia dos Namorados e a reabertura do comércio de São Paulo ajudaram a salvar as vendas da primeira quinzena de junho. Balanço da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) mostra que as vendas do comércio paulistano tiveram uma queda média de 69% na comparação com o mesmo período de 2019.

A redução se deu de forma igual? Não. As vendas a prazo, que dependem de crédito recuaram 56,5% na comparação anual, enquanto as vendas à vista caíram 81,4%.

Na comparação com a primeira quinze de maio, quando as lojas estavam fechadas, as vendas à vista subiram 16,3%, enquanto as vendas a prazo cresceram 9,4%.

Qual o motivo da queda? Para a ACSP, a principal razão foi o empobrecimento da população causado pelo aumento do desemprego e consequente queda da renda. “Profissionais liberais, empregados CLT e informais perderam renda e estão consumindo suas reservas ou se endividando. Com a reabertura ou não do comércio, levará tempo até o consumidor recompor seu orçamento”, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP.

Como está sendo a reabertura do comércio em SP? Por enquanto, as lojas de rua podem funcionar das 11h às 15h.

O que esperar dos próximos meses? De acordo com Solimeo, não é possível traçar nenhuma expectativa de como o varejo irá se comportar, pois ainda não há nenhuma tendência definida. “A reação será gradual e tudo tem um começo. A reabertura já é um marco, mas até o último trimestre do ano deveremos ter um ritmo fraco”.

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