O número de desempregados manteve-se estável, em 14,8 milhões de pessoas, no trimestre encerrado em abril, segundo os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (30).

A taxa de desocupação ficou em 14,7%, 0,4 ponto percentual acima do trimestre anterior.

“O cenário foi de estabilidade da população ocupada (85,9 milhões) e crescimento da população desocupada, com mais pressão sobre o mercado de trabalho”, diz a analista da pesquisa, Adriana Beringuy. Segundo ela, o nível de ocupação (48,5%) continua abaixo de 50% desde o trimestre encerrado em maio do ano passado, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

O número de pessoas ocupadas ficou estável em todas as atividades, com exceção do comércio. H0uve uma queda de 2,3% em reparação de veículos automotores e motocicletas. “O comércio é uma atividade que tende a não apresentar crescimento nos trimestres encerrados em abril. Esse comportamento de retração do comércio é sazonal”, afirma Beringuy.

O contingente de ocupados aumentou apenas no grupo de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 531 mil pessoas a mais. Nos outros segmentos, os dados apontam para queda: indústria geral (-4,3%), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-6,7%), transporte, armazenagem e correio (-8,3%), alojamento e alimentação (-17,7%), outros serviços (-13,9%) e serviços domésticos (-10,1%).

Raio-x do trabalho no Brasil

Ocupação: 85,9 milhões de pessoas estavam no mercado de trabalho, o que representou estabilidade frente ao trimestre anterior.

Subutilização: O número de pessoas subutilizadas cresceu 2,7% em comparação ao trimestre anterior, chegando a 33,3 milhões de pessoas, com taxa de 29,7%.  “Isso mostra que vem aumentando o número de trabalhadores que têm disponibilidade para trabalhar mais horas do que aquelas habitualmente trabalhadas”, afirma Beringuy.

Desalentados: são aqueles que desistiram de procurar emprego, porque acreditam que não vão encontrar. São 6 milhões nesta situação, número estável frente ao trimestre anterior, mas cresceu 18,7% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Informalidade: o número de trabalhadores por conta própria (24,0 milhões) subiu 2,3% frente ao trimestre móvel anterior (mais 537 mil pessoas) e 2,8% (mais 661 mil pessoas) na comparação anual. A taxa de informalidade foi de 39,8% da população ocupada, o que representa 34,2 milhões de trabalhadores informais.

Eram 9,8 milhões de pessoas empregadas sem carteira assinada no setor privado, estável em comparação ao trimestre anterior, e 24 milhões de trabalhadores por conta própria, com crescimento de 2,3%.

Os trabalhadores domésticos somaram 5 milhões, número estável frente ao trimestre anterior, mas 10,4% menor do que existia no mesmo período de 2020.

Rendimento real: ficou estável em R$ 2.532.

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